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sábado, 18 de novembro de 2017

OS ORANGOTANGOS DE SUMATRA - DOCUMENTÁRIO VÍDEO

orangotango

A primeira vez que  nos encontramos com o orangotango provavelmente o confundimos com uma espécie rara de pessoas que vivem nas árvores. Deve ser por isso que o baptizamos de orangotango que significa homem da floresta.



VÍDEO

“What happened, Miss Simone?” – Nina Simone a polémica, a mulher e a Politica


ninaandy
Logo no início de sua carreira, Nina conheceu Andy (Andrew) em uma de suas apresentações. Eles se casaram e ele se tornou seu empresário. É notável a relação de submissão que ela foi inserida, ele a controlava e a explorava. A relação dos dois é retratada como uma relação difícil e conturbada, porém o nome para isso é outra coisa: Era uma relação violenta e abusiva. Nina foi agredida diversas vezes – e o que não mostra no documentário, são as vezes que ela foi parar no hospital por isso -, e ela assume as agressões no documentário, Andy também. 
Porém, em momento algum ela demonstra contentamento com a situação, muito pelo contrário, conforme Nina se torna mais ativa politicamente ela vai se libertando. O que é retratado como: ingratidão e insatisfação sexual no relacionamento com Andy.
Lisa deixa claro que, a mãe apanhava, porém ela que havia se colocado naquela situação. Uma fala muito comum não é? Quantas mulheres agredidas já ouviram isso? Apenas culpabilização da vítima. Vítimas de violência doméstica não saem dessas relações porque “não querem”, mas porque na maioria das situações, são reféns emocionais ou economicamente.
Nina era uma refém emocional, que ouvia sempre que seu marido e empresário era um bom homem, que largou tudo para fazer ela se tornar uma estrela (tirando dela o protagonismo e reconhecimento por suas conquistas).
Andy, marido de Nina – que vale lembrar, a espancava e estuprava constantemente – é retratado como o homem que segurou todas a pontas, que fez Nina se tornar quem ela se tonou. Em um determinado momento do documentário, fica claro que Nina queria parar – ela já tinha dinheiro suficiente para estudar e se manter,  e poderia seguir o sonho de estudar para ser pianista clássica  – e mesmo após sua filha nascer Nina teve que voltar imediatamente para a“estrada” e seus compromissos com shows, algo que ela deixa claro que não queria, porém novamente Andy a obriga a isso para não deixar a “carreira desmoronar”, afastando-a assim de sua filha. 
Mas ela era a mãe, então a culpa cai somente sobre ela. Novamente a culpa é da vítima.
“Amei ser mãe. Eu era uma boa mãe. Fui uma mãe boa pra cacete.” – Nina Simone.
“Amei ser mãe. Eu era uma boa mãe. ” – Nina Simone.
O retrato que colocam da Nina, como uma mãe relapsa, que não exercia a maternidade, é na verdade o retrato de uma mulher trabalhadora. Sendo uma escolha ou não, era isso que ela era. E dentro desse contexto, fazia o que podia para ficar mais próxima a filha ou do exercício da maternidade, mesmo viajando controlava a rotina da filha – que era cuidada por babás. Gostaria de ressaltar que, mesmo se não fosse o afastamento causado pelo marido e empresário, se fosse uma escolha da Nina levar a vida dessa maneira, isso não a tornaria uma péssima mãe.
Nina é retratada, para além de uma péssima mãe, uma mulher sem controle. Ao deixar apresentações porque seu público não fazia silêncio – Ritchie Blackmore também fez isso em seus shows, porém é visto apenas como um músico cheio de personalidade, e muitos outros artistas -, como uma mulher descontrolada que depois de atingir a fama, mesmo sendo uma artista incrível ainda era infeliz. Como poderia? Ela tinha que se contentar! Contentar e não seguir seus desejos, mas sim os do seu marido e empresário. Contentar em estar em uma relacionamento abusivo e agressivo. Quem ela pensava que era? 
Andy não a apenas era um marido agressivo e abusivo, ele também tirou o protagonismo da vida da Nina Simone, a controlando em todos os sentidos.
Mostram Nina como uma mulher ressentida com o marido, não como uma mulher vítima de violência doméstica e explorada. Toda sua insatisfação é vista apenas como reclamações de uma mulher mimada, que não gostava de trabalhar. Não como reclamações de uma mulher que estava sendo explorada e cansando de tudo aquilo.
No documentário é insinuado diversas vezes  – até mesmo dito pela filha deles – que ela era louca por não sair daquela relação. Dizendo que ela o provocava. Justificando algo injustificável. 
A agressão contra a Nina é colocada em todo o documentário apenas como ossos do ofício.
Uma mulher combativa movida por paixão e raiva e justamente por isso era uma mulher revolucionária. Mas toda sua força combativa, sua raiva, sua indignação, foram colocadas como algo pejorativo. 
Podemos lutar, mas temos que continuar a ser dóceis, continuar a ser amáveis. Podemos lutar, mas em silêncio!
O erro – na visão da sociedade – de Nina Simone foi ocupar um espaço político, foi se colocar como pessoa política. 
E então ela se tornou a chata. A péssima mãe. A ingrata.
Nina então mostra que a revolução, as mudanças, não se fazem apenas ali na linha de frente. São feitas também com música, colocando-se de forma política na sociedade.
Nina-Simone-Feeling-Good1
A partir de então, Nina começa o processo de libertação individual.
No documentário isso é retratado – através de uma entrevista com Andy, marido e empresário – como uma rebelia pessoal no relacionamento, não retratado como um processo de liberdade e desconstrução, onde ela não aceitava mais, não se sujeitava mais, não se submeteria mais a toda aquela situação de agressão e exploração.
É muito comum ouvirmos até mesmo dentro dos movimentos sociais e políticos, dentro da esquerda, que devemos ser pessoas pacifistas. Nina foi muito criticada por sua posição violenta, por acreditar que devemos ter nossos direitos, custe o que custar. Nina acreditava na revolução armada.
A violência que Nina Simone sofreu durante toda a vida, é relativizada e colocada apenas como um detalhe de sua vida. Não dão atenção ao fato e é absurdamente desrespeitoso a peça central do documentário ser Andy, seu agressor. Porém, ao contar sobre as agressões que Nina cometeu contra a filha, que era adolescente na época, é colocada de uma forma totalmente diferente – não que para mim seja justificável -, apenas retratando uma Nina raivosa e cheia de fúria. 
Nina era a vilã. E sempre foi a vilã. Os pesos e as medidas são usados de formas distintas.
Conforme eu ia assistindo ao documentário, tinha a esperança que no final ela seria retratada de forma digna. Que mostraria toda a sua luta e o motivo de sua raiva – necessária, sempre -, iria retratá-la como uma mulher forte e combativa. Mas o que fizeram foi retratar Nina como uma mulher descontrolada, violenta e que desperdiçou o seu talento apenas por um capricho – a luta pelos movimentos civis é retratada exatamente dessa maneira -, e no fim, para fechar com chave de ouro (porque não poderia ser pior), Nina é “diagnosticada” como maníaca-depressiva como forma de “justificar” todo seu “descontrole”.
No fim a mulher é sempre a louca, “patologicamente” ou não, ela sempre será retratada assim quando assume papel político, quando ocupa espaços políticos e sociais. 


VÍDEO

www.geledes.org.br

A PESCA DO BACALHAU - DOCUMENTÁRIO VÍDEO








VÍDEOS









Algarve quer atrair os turistas do pedal mas a ecovia é uma armadilha


A Comunidade Intermunicipal do Algarve tem uma candidatura de dois milhões para as câmaras acabarem uma obra que está pendurada há mais de dez anos.
Mario Lopes Pereira
Foto



 A Região de Turismo do Algarve (RTA) anunciou que vai dispor de 350 mil euros para promover a ecovia litoral — uma obra a decorrer há mais de uma dezena de anos mas que ainda não está concluída. A iniciativa da RTA insere-se nos projectos europeus do turismo ambiental, destinados a dar a conhecer a região a quem gosta de pedalar. O pior é que, nas actuais circunstâncias, há sérios riscos de atropelamento. Os ciclistas são empurrados para a Estrada Nacional (EN) 125, que está a ser requalificada para vir a ser uma via urbana, mas sem que haja espaço para se circular de bicicleta 

O presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUV), José Manuel Caetano, lamenta as “lacunas e indefinições” quanto às políticas de mobilidade na região, em particular na questão da ecovia. Cada câmara, diz, gere à sua maneira o troço correspondente aos limites de cada um dos 16 concelhos, sem que haja uma entidade responsável por todo o percurso. O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (Amal), Jorge Botelho (também autarca de Tavira), reconhece que “tem havido alguns atrasos na conclusão das obras”, mas promete mudança de atitude: “Temos [Amal] uma candidatura de dois milhões de euros aprovada para concluir o projecto e vamos arrancar”. E Caetano exclama: “Façam qualquer coisa, já não há paciência para tanta espera”.
Há cerca de seis meses, a Região de Turismo do Algarve e a Amal apresentaram aos parceiros privados uma proposta para que fosse criada uma entidade externa para gerir a ecovia — os 200 quilómetros que vão da fronteira espanhola a Sagres. O projecto passaria por criar um “pacote” de turismo da natureza, inserindo nessa oferta a Via Algarviana, a rota pedestre que atravessa o interior da região, pela serra. A coordenadora do projecto desta via, Anabela Santos, da associação Almargem, comentou: “Espero ao menos que haja financiamento para garantir a manutenção desta via, que já é conhecida lá fora”. Juntar numa mesma entidade a gestão dos dois projectos, disse, “não teve receptividade junto da maioria dos parceiros privados”
A Amal e a RTA anunciaram que, no curto prazo, vão assumir “sobretudo as acções de comunicação e promoção” da ecovia, que ficará ligada ao projecto Atlantic on Bike, liderado pelo departamento francês dos Pirenéus Atlânticos, envolvendo 18 parceiros de sete países. O orçamento dos 350 mil euros vai ser investido ao longo de 36 meses, beneficiando de uma taxa de co-financiamento comunitário de 75%.
Nesta altura, o mais importante, diz Paulo Carvalheiro, um professor que tem promovido as bicicletas nas escolas, “seria repor a sinalética que foi destruída e concluir o projecto ou vão promover uma obra que não está concluída?”. O troço mais difícil de percorrer, adianta, situa-se entre Faro e Olhão: “Os ciclistas são obrigados a circular na EN 125, uma autêntica armadilha”. Mas há outras zonas perigosas: Portimão
Lagos, Odeceixe/Mexilhoeira Grande e Altura (praia de Monte Gordo), exemplifica. Sobre as obras em curso na EN 125, critica que, “mais uma vez, se esqueceram dos ciclistas: basta ir a Boliqueime ver o que lá fizeram”.

  www.publico.pt

18 de Novembro de 1922: Morre o escritor francês Marcel Proust, autor de "Em Busca do Tempo Perdido"


Romancista e crítico francês, nasceu a 10 de julho de 1871, em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces. Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima, A la recherche du temps perdu (Em Busca do Tempo Perdido, 1914-27). Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do século XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo.

Marcel Proust licenciou-se em Direito (1893) e Literatura (1895). Durante os anos de estudo foi influenciado pelos filósofos Henri Bergson, seu tio, e Paul Desjardins e pelo historiador Albert Sorel. Em 1896 publicou Les plaisirs et les jours (Os Prazeres e os Dias) uma coleção de versos e contos de grande valor e profundidade, muitos dos quais saíram nas revistas Le Banquet e La Revue Blanche. A revista Le Banquet (1892) foi fundada pelo próprio Marcel Proust em conjunto com amigos. É nesta altura que publica os seus primeiros trabalhos literários e biografias de pintores. Faz traduções de Ruskin, ensaia o relato romanesco da sua trajetória espiritual compondo Jean Santeuil, obra que fará silenciar por lhe parecer apressada e demasiado próxima do seu diário.

A morte do pai (1903), da mãe (1905) e de um grande amigo, empurraram-no para a solidão, mas permanece financeiramente independente e livre para escrever. Através da reflexão que desenvolve obra Contre Sainte-Beuve, composta em 1907, aproxima-se já do grande livro A la recherche du temps perdu (Em Busca do Tempo Perdido). Em 1909 priva-se de toda a vida social e quase de toda a espécie de comunicação. Em 1912 foram publicados no jornal "Le Figaro" os primeiros extratos da obra. Proust cria um trabalho grandioso, escrito na primeira pessoa. Exceção na narrativa, Un Amour de Swann (Um Amor de Swann) é a história de uma época. O mundo exterior e o mundo interior são originalmente identificados. Viajando no tempo, problematiza a modernidade e a existência maquinal a que ela nos condenou. É um trabalho realizado no reencontro de uma vida perdida e que se prolonga, por outro lado, numa metafísica sugerida, como é o caso do episódio da chávena de chá em que Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela. A la recherche du temps perdu é uma história alegórica da sua vida, de onde são retirados os acontecimentos e os lugares. O autor projeta a sua própria homossexualidade nas personagens considerando-a, bem como a vaidade, o snobismo e a crueldade, o maior símbolo do pecado original.

Proust é considerado precursor da nova crítica e fundador da crítica temática. Publicou ainda em 1919 Pastiches et mélanges.

Marcel Proust. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. 
Wikipedia(Imagem)
Marcel Proust em 1900
Retrato de Marcel Proust  em 1892- Jacques-Emile Blanche 

 Arquivo: Marcel Proust 1887.jpg
Marcel Proust com 15 anos

MAIS UMA VEZ



Governo e sindicatos da educação chegaram esta madrugada a um compromisso, que durante dez horas esteve pendente da discussão de pormenores, mas que conseguiu avanços e permite continuar negociações em dezembro sem comprometer nenhuma reivindicação dos professores.
JN.PT

  • Mais uma vez, depois de semanas e meses a perseguir publicamente Mário Nogueira, por todo o lado, insultando-o de tudo… e execrando os sindicatos “dirigidos por chulos dos sócios que pagam quotas”… ou por “comunas de merda”… parece que a luta dos professores, da FENPROF e de Mário Nogueira, trarão alguns frutos.
    Mais uma vez, HAVERÁ UM GRANDE NÚMERO DE BANDALHOS que, insultando os camaradas de trabalho que lutaram e lutam, bandalhos que não perdendo um único euro do seu vencimento, ao NÃO fazerem greve…
    VÃO BENEFICIAR da luta a que não aderiram.
    Resumindo… são os rematados ƒı‘ˇ„@∂@πø™@ de sempre!!!  
    Este tipo de ƒı‘ˇ„@∂@πø™@ mereceria que houvesse lutas e reivindicações que, depois de ganhas e conquistadas, só beneficiassem quem lutou… mas para bem destes rematados ƒı‘ˇ„@∂@πø™@… não é esse sentimento mesquinho que faz mover os verdadeiros sindicalistas e os trabalhadores solidários. Gente com uma dimensão humana e um carácter que estes rematados ƒı‘ˇ„@∂@πø™@ nunca tiveram, nem terão!

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA (JN) PARA LER NOTÍCIA

O primeiro Fuzil de Assalto da História


Durante a Segunda Guerra Mundial, o Exército Alemão com sua famosa tática de avanço, a Blitzkrieg (Guerra relâmpago), que consistia em utilizar forças móveis em ataques rápidos e de surpresa para evitar que as forças inimigas tivessem tempo de organizar sua defesa, percebia que os armamentos usados pelas tropas eram inferiores a dos seus oponentes. Naquela época, o Exército Alemão considerava o fuzil como apenas uma arma de “suporte”, sendo a arma primária da infantaria uma metralhadora-leve ou pesada. Os soldados carregavam consideravelmente mais munições para uma metralhadora que para seus próprios fuzis. 

Ao longo da guerra, essa tática estava se tornado obsoleta, já que as tropas inimigas estavam utilizando armamentos novos e avançados. Houve-se a real necessidade do Exército Alemão em adquirir um novo armamento para suas tropas, e que essa arma fosse igual ou superior ao poder de fogo das tropas inimigas.

Vendo a situação, os Generais do Exército ordenaram que seus engenheiros desenvolvessem e construíssem um novo armamento para suas tropas. A nova arma teria que ser mais leve, mais robusta, com boa cadência de tiro, mais fácil para o transporte e que fosse eficaz em combates fechados. 

O projeto da nova arma ficou ao encargo de Hugo Schmeisser, um dos designers de armas mais reconhecidos da Europa e que já havia desenvolvido outros armamentos para a Alemanha. Em 1942, Hugo e outros engenheiros começaram  a trabalhar com o projeto da nova arma e em 1943 ela já estava pronta. Nasceu a STG44 (Sturmgewehr 44), o primeiro Fuzil de Assalto do mundo.

Sturmgewehr 44, originou-se da MKb42, que foi desenvolvida pela empresa alemã Walther, em 1940. A MKb42 foi uma arma inovadora para a época, que permitiu a utilização do conceito “Ação à gás”, que facilitava a ejeção dos projéteis deflagrados e a troca do modo de disparo, permitindo também que a arma lançasse granadas através de seu cano. Porém a arma não foi adquirida pelos militares alemães, alegando defeitos de projeto nas armas e que não se adequavam as exigências dos nazistas. 

Aproveitando o projeto da MKb42, Hugo resolveu fazer modificações na arma, trocando seu sistema de disparo, assim como toda sua parte externa. Essas modificações, permitiu aos engenheiros a desenvolverem versões melhoradas da MKb42, surgindo dali, os protótipos:  MP43 e a MP44. 
MKb42.
MP43, parecia, realmente, capaz de cumprir suas funções no campo de batalha e de substituir os rifles alemães, que já estavam obsoletos para a guerra. Mas o protótipo apresentou sérios defeitos que incapacitou as chances de ser usada em combate. Dentre os defeitos, a MP43 não tinha precisão ao disparar, o sistema de recarga travava, não tinha um encaixe para a baioneta e não suportava a alta cadência de tiro. A arma também era pesada, portanto, o Exército Alemão desaprovou a MP43.



Isso tudo só seria corrigido com a chegada da
 MP44. Esse protótipo evoluiu em muitos aspectos. Todo seu sistema interno foi modificado, feito para operar com mais facilidade. Em muitos testes de tiro realizados, a arma teve 100% de aproveitamento. Era bastante precisa, não apresentava panes no seu sistema, era mais leve que a versão anterior e aguentava a alta cadência de tiro. Foram realizadas também, simulações de combate, onde a arma se saiu muito bem. 

Depois de muitos testes, os militares alemães aprovaram a MP44 e pediram a autorização de Adolf Hitler para produzi-la em massa, porém ele negou. A MP44, inicialmente, foi produzida em segredo e em pouca quantidade que apenas equipou algumas unidades do Exército. A MP44 estreou em combate na Frente Oriental, onde os alemães lutavam contra o Exército Vermelho. A arma provou sua grande eficiência em combate, tendo gerado muitas baixas para as tropas Soviéticas. Tal eficiência atraiu os olhos de Hitler novamente, que depois autorizou sua produção em massa.


A sigla “MP” (Maschinenpistole), que era usada na denominação das Submetralhadoras alemãs, mudou para “STG”(Sturmgewehr), que significa Fuzil de Assalto. Surgiu dali o termo “Fuzil de Assalto”, que revolucionou o mundo das armas como conhecemos hoje.
STG44.

STG44 (Sturmgewehr 44), tinha um calibre de 7,62X33mm, capaz de atravessar paredes reforçadas e outros materiais mais resistentes. Seu Pente foi projetado para receber mais munição, cabendo ao máximo 30 projéteis, podendo receber também um Pente estendido com até 40 projéteis. 

Era uma arma robusta, de fácil manutenção. 
A sua alça de mira podia ser ajustada para o ângulo que o atirador precisava, dando a arma mais precisão para acertar o alvo. Foi fabricada inicialmente pela empresa Walther e depois pela Mauser.

STG44, serviu de base para construção de muitas armas ao longo dos anos. Entre elas, a família de Fuzis AK, projetada por Mikhail Kalashnikov. A STG44, sempre será recordada como o “Pai dos Fuzis de Assalto”.



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