sexta-feira, 18 de agosto de 2017

OS PANGOLINS TÊM VIDA DIFÍCIL

A polícia encontrou ISTO numa casa em Chiapas, no México



Ultimamente, não param de sair notícias sobre incríveis descobertas em casas antigas, em escavações ou em alguns sítios arqueológicos. O que também é verdade é que muitas dessas descobertas estão longe de seres bacanas, são certamente muito desagradáveis, coisas que não gostaríamos jamais de encontrar. É isto que este artigo irá apresentar abaixo.
Quando uma casa fica abandonada por muito tempo, o governo, às vezes, é obrigado a enviar pessoas para verificar seu estado, para checar os danos e avaliar se, de fato, ela pode estar disponível para o estado. E quando falamos especificamente do México, em sua imensidão, encontra-se coisas que você jamais iria imaginar.
Bem recentemente, ou seja, no último dia 15 de agosto, no mês passado, a polícia mexicana deparou-se com algo realmente assustador e que causou indignação em todo o mundo. Isso ocorreu no estado de Chiapas, no México, onde a polícia teve de intervir por causa de uma denúncia feita pelos vizinhos de um indivíduo. A situação era, na verdade, um pouco estranha.
O grupo de oficiais enviado para realizar a investigação foi inspecionar uma casa específica, pois o suspeito tinha em sua propriedade nada menos do que cinco freezers, o que atraiu muita atenção, despertando a incerteza dos moradores vizinhos na região. A notícia se espalhou como fogo entre os transeuntes e quando a polícia verificou o material, todos ficaram passados...
Nos freezers dentro da casa, eles encontraram nada mais e nada menos do que 657 pangolins sem vida, envoltos em plástico, prontos para serem transportados. No entanto, a surpresa veio mais tarde, já que em outro cômodo da casa, os oficiais encontraram símbolos e inscrições bastante estranhos, feitos com sangue, além de centenas de animais mortos em posições que sugeriram a existência de algum tipo de ritual satânico.
Desde o ano 2000 foram, tomadas medidas para proibir o tráfico e a caça desta infeliz espécie, no entanto, implementar estas medidas não foi suficiente, uma vez que, apesar de sua coleta ser ilegal, há uma demanda consideravelmente alta por pangolins em todos o mundo.
Na China, sem precisar ir muito mais longe, sua carne é consumida como um verdadeiro manjar; dizem que seu sabor é inigualável e é considerado um prato de luxo; além disso, dizem que suas escamas têm propriedades curativas, sendo amplamente utilizadas em vários países da Ásia. Embora seu aspecto possa parecer perigoso, os pangolins são criaturas noturnas muito amáveis e é muito raro que ataquem os seres humanos, pois em situações de perigo, eles se enrolam como uma bola e usam suas escamas duras como uma armadura.
Apesar do perigo em que se encontram estes mamíferos, traficantes, como esse sujeito que os mantinha escondidos e sem vida em casa, parecem não se importar com o risco em que colocam esses animais indefesos. Ao ser descoberto, o indivíduo que tinha 55 anos e cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, negou ser o autor intelectual do crime, alegando que apenas os guardava para um amigo.
Mesmo assim, ele poderá enfrentar 5 anos de prisão e uma multa de 6.700 euros Tudo o que esperamos é que o culpado por essa atividade hedionda seja punido pela lei como ele merece e que a comunidade se conscientize que estão a afetando enormemente a natureza, e que, na medida do possível, todos contribuam para defender esta espécie para que não seja castigada desta forma.


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CURIOSIDADES SOBRE O MUNDO ANIMAL MUITO INTERESSANTES

snail

O mundo animal é surpreendente — e às vezes até um pouco estranho. Separamos alguns dos fatos mais interessantes do livroThe Illustrated Compendium of Amazing Animal Facts, de Maja Säfström 
Uma lesma pode se esconder em sua concha por três anos para se proteger do tempo ruim
Corujas têm três pálpebras em cada olho: uma para piscar, uma para dormir e uma para limpeza
Quando a fêmea de um grupo de peixes-palhaços morre, o macho dominante se transforma em uma fêmea para substituí-la
Coalas dormem 22 horas por dia
Andorinhões passam a maior parte da vida voando: podem ficar no ar por até 10 meses sem parar
Beija-flores batem as asas até 200 vezes por segundo, o que consome muita energia e faz com que eles precisem comer até oito vezes o seu peso corporal todos os dias.
Caso uma tarântula perca uma perninha, outra nasce no lugar.
A rã-da-floresta pode congelar completamente durante o 
Texugos cavam tanques subterrâneos com até 50 saídas capazes de hospedar múltiplas famílias da espécie.
Bichos-preguiça só descem uma vez por semana das árvores — para fazer cocô.
Se você cortar a cabeça de uma barata ela continuará viva por dias.
Polvos usam seus tentáculos para sentir o gosto e o cheiro das coisas.
Além de viverem mais de 150 anos, tartarugas conseguem sentir através de seus cascos.
Tamanduás não têm dentes, mas suas línguas são extremamente pegajosas e podem crescer até dois metros de comprimento.
E as línguas das girafas são tão longas que elas podem lamber seus próprios ouvidos.
Os crocodilos podem sobreviver por três anos sem alimentos.
Antas adoram nadar e usam seus narizes flexíveis como snorkels na água.
Além de mudarem de cor, os camaleões podem mover os olhos separadamente e olhar em duas direções ao mesmo tempo.
Falando em mudar a cor, as cabeças de perus selvagens variam entre o vermelho, o branco e o azul dependendo do humor.
Morcegos são os únicos mamíferos que podem voar.
Flamingos urinam nas próprias pernas para se resfrescarem.
Tubarões cultivam novos dentes constantemente — até 30.000 na vida.
Abelhas nunca dormem.

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OPÇÕES


«Boicotar os jornais vinculados às elites. (…) Tudo o que se publica [na imprensa burguesa] é constantemente influenciado por uma ideia: servir a classe dominante, o que se traduz sem dúvida num facto: combater a classe trabalhadora. (…) E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador» (In “Os Jornais e os Operários” de António GRAMSCI).
A afirmação do filósofo italiano tem mais de um século. Dirão muitos camaradas que os “tempos são outros”, outros dirão que o “estalinismo é passado”, sem notarem o século que estas notas contêm. Outros(as) alvitrarão, ainda, que o marxismo não é repetição “ad hoc” de uma ciência aplicada ao seu tempo concreto, chancelando, dessa forma, as leituras deliciosas que fazem ao fim de semana do pasquim “de referência” fascistóide, “Expresso” ou as fascinantes fontes de informação do jornal prostituído da “pós-verdade”, como é o caso do imbecilizante jornal “Público”. Já nem quero aludir ao demencial CM (aludi).

FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE - JUNTA DE FREGUESIA DE SANTA BÁRBARA DE NEXE/BARRONEXE


O Amor queria…


O Amor queria…
Eu queria escrever a tristeza que me assola,
Queria poder ter-te desnudada ao pé de mim,
Para me ouvires dizer: – Não é impuro o amor, meu amor...
É como a luz do Sol e a nascente da água cristalina…
É como a chuva deleitosa, caída no árido deserto…
É tudo o que germina e vive além do tempo…
É mais, muito mais, que o tempo do momento,
É um todo o que se imensa por dentro do meu sentir!
Eu queria que escutasses e soubesses,
Que por dentro de mim, por fora de ti, por nós…
São agora os meus sorrisos de água – São lágrimas…
Os teus são de luz silenciosa, que dão a volta aos dias
Desertos e negros que hoje se enlaçam,
Até se fundirem – Oásis florescente sem amor,
Desposado pela ausência dourada do meu sol!
E queria tocar-te e ver-te com meus olhos cerrados,
Para deixares de ser corpo e seres apenas a alma
Acesa, domiciliada em mim, que me ilumina e me incendeia.
Procuro nos teus olhos uma centelha da chama do passado,
Nesta delonga, padeço para cingir o teu olhar calado,
Só então, depois de o prender, sou ditoso e versejo,
É quando o meu ser ressuscita, e se extingue o teu.
E queria respirar em ti para me afogares de mimos,
Matando as palavras em que nado, e com que me forro,
Numa escrita delida, triste, maculada e rasurada,
Sem os odores e o som dos vocábulos que emudeces,
Que não provo, pois calas para mim o seu dizer,
E escondes de ti o sabor a pão dos beijos meus …
E queria caminhar na obscuridade da tua claridade,
Como uma Lua transvertida em Sol que se apaga,
Que invocasse a tua cegueira alvorecida em mim
Para aí me focar, encandear, me ler, me divisar…,
Assim soubesse eu ser tu - quisesse eu sê-lo…,
E, em nostalgia, a tua luz seria a minha escuridão.
E queria que trajasses a minha pele por dentro de ti,
Para que estivesses ainda mais bela, aplacada e nua…
Pois em desvairo, espraio-me na tua cama e sonho,
Quando apenas almejava ser um quente devaneio teu,
Pois só quando te penetro com a merecida avidez,
Então, eu mato a minha imensurável sede de te amar.
Eu queria levitar, voando como a mais bela semente,
Sobre um fértil solo, onde te pudesse semear,
E crescerias como a mais pecaminosa e aromática flor,
Com a memória das pétalas dispersas pelo campo,
Onde, como outrora, eu te voltasse a tomar e a amar.
Era como se os meus lábios ferrassem num ímpeto,
A tua alma plangente e embaciada de mim,
Que de novo se abriria num aroma divino imaculado.
Eu queria que este sonho, e neste novo amanhecer,
Ver os teus olhos iluminar os meus de alacridade,
Acendendo a labareda desta vida, já sem leito de cetim.
Só então, aí, galgaria as cercaduras do meu rio, até ser mar…,
Onde, amar, amar o mar, só por amar, e nada dar, é fantasia,
E o mesmo mar, do meu amar, que só se vê depois de amar,
Como se as mil mãos do vento, afagassem o meu corpo,
Acendendo a chama do meu dormente vulcão em sigilo.
Eu queria…, Eu quero, mas não sei!
Maia, 8 de maio, de 2016
Albano Sousa

AS TRANÇAS DE MARIA

Serra do Larouco // Fernando Ribeiro
“Se passeares no adro no dia do meu enterro diz à terra que não coma as tranças ao meu cabelo”, cantam por vezes as mulheres da região de Lafões. Com uma das mais bonitas tranças que vi até hoje, dias antes de morrer, a irmã quase nonagenária da minha avó contou-me a história da deserção do meu bisavô. Acamada e ensombrada pela cegueira num lar transmontano, desdobrou a memória e falou do rapaz que andou clandestino durante meses pelas montanhas do Larouco. Não fazia ideia de quem era Lénine e do que havia sido a Conferência de Zimmerwald mas o pastor e contrabandista, que acabaria por morrer sem nunca ter visto o mar, decidia há cem anos adiar a morte evitando uma guerra que não lhe dizia nada. 

No tempo em que viajar a Lisboa era quase mudar de país, uma geração de transmontanos atravessada pela pobreza acabou por se lançar pela aventura da migração. De Fiães do Rio, com 15 anos, saiu Bento Gonçalves para Lisboa onde acabaria como torneiro mecânico no Arsenal da Marinha. Não muito diferente foi a história de Militão Ribeiro que, com apenas 13 anos, começou a trabalhar como operário têxtil no Brasil. O jovem de Murça acabaria por ser expulso daquele país por militar no Partido Comunista Brasileiro e não teve dúvidas em desafiar o fascismo português ingressando no PCP precisamente depois de Bento Gonçalves assumir a direcção do partido. Oito anos depois da morte do então secretário-geral no campo de concentração do Tarrafal, Militão Ribeiro era também conduzido à morte na prisão pelos esbirros. Antes conseguiu escrever com o próprio sangue uma carta em que jurava fidelidade aos ideais por que lutava.
No dia do funeral, entre o nevoeiro e o frio, uma das figuras mais carismáticas do Barroso conduzia a missa de corpo presente da minha tia-avó Maria. Entre o pesado granito da igreja, lembrei-me, então, do Cinco dias, cinco noites. Na adaptação da obra de Álvaro Cunhal ao cinema, foi o próprio padre Fontes que interpretou o barqueiro que conduz o militante comunista ao outro lado da fronteira. Lambaça, o passador responsável por entregar André ao dono da embarcação, carregava também com ele essa dureza que seca o rosto, que abre sulcos nas mãos e que transmite por vezes frieza no trato. Talvez fossem as marcas de um povo calejado por uma história difícil mas forjado na resistência de que falava Miguel Torga. O mesmo padre Fontes que participou nas campanhas de alfabetização ao lado do poeta comunista Manuel Gusmão foi um dos responsáveis pela insistência na preservação dos fortes elementos comunitários e pagãos na cultura barrosã, uma herança que passou de geração em geração.
É na sua relação com o opressor que o oprimido define a sua identidade. E isso reflecte-se na cultura própria de cada realidade. As aldeias raianas ergueram-se entre muralhas de pedra e aguçaram o carácter desconfiado para resistir a Leão e Castela. O lugar que cada um ocupa na cadeia de produção é o cadafalso que descobre à nascença o que vai ser cada um de nós. Por exemplo, a capoeira como sinónimo da identidade combativa dos escravos arrastados de Angola para o Brasil sobreviveu e é executada todavia entre os negros brasileiros. Se ainda resiste a cultura produzida na sombra da barbárie esclavagista é porque as diferentes gerações nunca renegaram a sua condição e a batalha contra a injustiça. Quando se atravessa o Largo de São Domingos e se tropeça no enxame de turistas que diariamente invadem Lisboa, sabemos que aprendem como foram massacrados milhares de judeus naquele espaço. Ao lado, imunes à indiferença, permanecem dezenas de guineenses como herança dos escravos que foram objecto de tráfico no mesmo largo. Ninguém se preocupa com a memória histórica daqueles que foram arrastados à força entre continentes para alimentar as potências coloniais.
Certo dia, um dos locutores da emissora clandestina de rádio das FARC convidou-me para assistir a um baile de cumbia. Guerrilheiras e guerrilheiros ensaiavam para as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Uma das combatentes puxou-me para dançar e, entre gargalhadas, explicou-me o que devia fazer. Sobretudo dobrar um pouco os joelhos, inclinar as costas e arrastar os pés. Eu não sabia mas estava a repetir os gestos que séculos antes faziam os escravos acorrentados para imitar a dança dos espanhóis. Foi assim que surgiu a cumbia. A cultura que nos faz lembrar o que realmente somos é desafiada diariamente pela avalanche de informação que nos convida a renegar a nossa condição. Num dos seus livros, o escritor cubano Alejo Carpentier descreve como os donos das plantações desprezavam os batuques africanos e ao mesmo tempo os viam como uma forma de alienação, de manter os escravos entretidos. Não sabiam, contudo, que das batidas no couro saíam códigos de revolta encaixados entre a devoção aos orixás e o ódio ao amo.
O rio da história avança e cresce trazendo até nós a experiência acumulada de séculos de luta contra a opressão. É também o passado que se traduz nas conquistas que hoje tratamos de defender. É de lá que nos acaba de chegar a mensagem que operários de uma fábrica de cimento desenterraram em Kamensk esta semana. Há meio século, funcionários locais deixaram uma nota para ser lida no centenário da revolução de Outubro: “Passarão anos e vocês, a geração de 2017, substituirão os veteranos da Revolução. Pedimos que cumpram com o legado leninista fazendo com que se torne realidade junto das gerações seguintes”. Em Parada de Bouro, no Gerês, também há dias, dezenas de cães passeavam-se com as correntes a arrastar pelo chão da aldeia. Tinham enlouquecido com o barulho de uma carrinha que anunciava cinema itinerante à população. Acabaram por se soltar. Eram já livres mas todavia se ouvia o tilintar do metal da correia. Isso fez-me lembrar que só sente as cadeias que o aprisiona quem se move. É a vida a mostrar que se somos rio, devemos ser mar, sem margens estreitas que nos comprimam a existência.
Este artigo encontra-se em: Manifesto74 http://bit.ly/2wjrGrD

O diamante que liberta aroma





Uma das melhores coisas das nossas vidas são as memórias. E o mais impressionante de tudo é a forma como alguns sabores e cheiros conseguem despertá-las.

Debaixo de terra, soterrados entre 10 a 15 centímetros abaixo de camadas de matéria orgânica morta, no meio da humidade da floresta, estão diamantes brancos raros. O aroma que libertam é tão específico, tão crucialmente irresistível, que são precisos cães especialmente treinados para os encontrar. Não são pedras estes diamantes, são trufas brancas, um dos ingredientes mais raros e cobiçados do mundo.
Cerca de dois mil quilómetros separam-nos de Alba, na região de Piemonte no norte da Itália, e esta é uma distância pequena, tendo em consideração que todos os anos centenas de pessoas se deslocam até lá vindos dos locais mais longínquos do planeta – e não é porque é nesta pequena cidade que está a fábrica da Ferrero. O leilão de trufas brancas em Alba é o motivo pelo qual deve sentar-se ao volante do Crossland X e tentar chegar lá antes de algum magnata de Xangai.




A viagem será certamente confortável graças aos assentos ergonómicos, e acaba por servir de antevisão à experiência que nos aguarda: estamos a caminho de um dos maiores símbolos de luxo, e é apenas lógico que o façamos sentados num automóvel em que os materiais da melhor qualidade foram moldados de forma exímia, com acabamentos que “gritam” premium, ainda que de uma forma sóbria.

Mas não vale a pena ir em qualquer altura. As trufas brancas só são colhidas durante um ou dois meses, no final do outono, depois dos tais cães de caça especiais os farejarem. Costumavam ser porcos a ter esta honra, mas eles demonstraram não conseguir controlar a gula na altura da descoberta. A colheita é feita durante a noite e com recurso a ferramentas desenhadas de propósito para o efeito, os cavadou, para garantir que as trufas não são danificadas. Depois de serem limpas, as trufas são pesadas, catalogadas e guardadas num cofre até ao leilão, tudo isto sob vigilância policial.




A forte presença de Carabinieri durante o período do leilão é fácil de explicar. Afinal o preço médio das trufas brancas ronda os 130€... por grama. Não é o tipo de produto que se possa simplesmente comprar numa mercearia dizendo “meta aí um ou dois quilos no saco”, mas também não precisa de uma quantidade (obscena) como essa.
O preço médio das trufas brancas ronda os 130€ por grama
Umas pequenas raspas de trufa branca são suficientes para tornar um prato numa experiência marcante e uma das melhores coisas que pode ter na sua lista de conquistas de vida é conduzir até Alba, comprar um pouco de trufa branca, pedir ao seu assistente OnStar que indique o restaurante mais indicado para depositar esse diamante branco em mãos experientes e, finalmente, saborear.




Seja num risotto, numa pasta ou num puré, o mais certo é que as suas papilas gustativas o transportem para uma memória relacionada com terra acabada de ser arada, uma chuva leve num bosque, uma brincadeira de infância, um amor perdido. E é nessa altura que vai perceber que levar o Crossland até aos belos montes de Piemonte (perdoe-nos a diácope) e gastar centenas de euros em pouco mais do que uns gramas daquilo que é, no fundo, um cogumelo (perdoe-nos o delapidar do seu património), faz mais sentido do que qualquer diamante de pedra poderá alguma vez fazer.

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